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O Futuro do Audiovisual: Sustentabilidade, Inovação e Lucro Andando Juntos!

Explore como a sustentabilidade está transformando o setor audiovisual, com práticas ecológicas e inovações que promovem produções responsáveis.

Publicado em 17 out 2024 Atualizado em 9 out 2026 4 min de leitura
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Ouça este textoVoz sintéticaNarração com voz sintética (Google)

>>Tá com pressa?

No post, mostro que sustentabilidade não é coisa de quem tem verba sobrando. Falo de quatro caminhos que deixam a produção mais responsável e, muitas vezes, mais barata: planejar pensando no impacto, misturar gente experiente com quem está começando, contratar equipe local e fazer parcerias certas. No fim, deixo links de guias e consultorias para quem quiser ir mais fundo.


Mais uma produção audiovisual vindo por aí. Todos preocupados com o prazo, com a equipe contratada, com o fato de a filmagem ser em outra cidade. Tudo parece mais difícil e caro, mas não precisa ser.

E se eu te disser que é possível sair da zona de conforto e trazer grandes resultados para o projeto, para as pessoas envolvidas e até para a nossa sociedade?

Muita gente ainda acha que sustentabilidade é coisa de quem tem verba sobrando. Copo reutilizável no set, um selo no fim do making of e pronto. Só que quase tudo que deixa uma produção mais sustentável também deixa ela mais inteligente e, muitas vezes, mais barata.

Separei aqui quatro caminhos que eu uso e que, juntos, fazem a conta fechar para o projeto, para a equipe e para o lugar onde a gente filma.

Ilustração gerada por IA de um set de filmagem na praia, com uma equipe diversa, equipamentos sustentáveis, lixeiras de reciclagem e transporte elétrico, em tons pastel de bege, cinza e gelo.
Imagem gerada por IA

SUSTENTABILIDADE

Começa no planejamento, não no set. Escolher locações mais próximas umas das outras, juntar deslocamentos, alugar transporte coletivo para a equipe, usar equipamento de baixo consumo e pensar desde a pré no que vai virar lixo. Cada decisão dessas parece pequena, mas, somadas, reduzem a pegada de carbono e quase sempre reduzem o custo também.

E tem o outro lado: o que a gente coloca na tela. Uma história que mostra uma alternativa sustentável no dia a dia, ou um making of que conta como o filme foi feito, também educa. A marca fala de responsabilidade e mostra que pratica.

CURADORIA E MENTORIA

Todo mundo que está no mercado hoje teve alguém que abriu uma porta. Eu acredito muito em montar equipes que misturam gente experiente com gente começando, com uma pessoa sênior acompanhando de perto. Quem está chegando aprende no set, quem já sabe ganha frescor, e o cliente fica tranquilo porque sabe que tem alguém experiente olhando a qualidade.

Isso não é caridade e não é mão de obra barata. É formar quem vai fazer o mercado daqui a dez anos, e pagar direito por isso.

REGIONALIZAÇÃO

Quando o filme é em outra cidade, o reflexo é levar a equipe inteira de São Paulo. Às vezes faz sentido, mas muitas vezes não. Contratar gente do lugar economiza passagem e hospedagem e traz quem conhece o terreno: sabe onde conseguir autorização, quem tem o equipamento, que horas a luz fica boa naquela praia.

E as histórias ficam melhores. Quem vive a realidade local enxerga nuances que a gente de fora nem percebe, e o dinheiro do projeto fica circulando onde ele foi filmado.

PARCERIAS ESTRATÉGICAS

Nenhuma produtora precisa saber tudo sozinha. Algumas parcerias que podem ajudar (e, no fim do texto, deixo links para ir mais fundo):

  • Empresas de tecnologia, como plataformas de edição em nuvem, que reduzem a necessidade de estrutura física, energia e deslocamento.
  • Universidades e escolas técnicas, com estágios remunerados e acompanhados, para quem está estudando aprender no set de verdade.
  • ONGs e consultorias de sustentabilidade, que ajudam a planejar o set para gerar menos resíduo e dar o destino certo ao que sobra.
  • Agências de desenvolvimento regional e film commissions, que podem oferecer incentivos, facilitar autorizações e indicar fornecedores locais.

Pode parecer que tudo isso exige mais investimento no começo, e às vezes exige mesmo. Mas, olhando o projeto inteiro, a conta costuma fechar a favor: menos deslocamento, menos desperdício, menos imprevisto, e uma equipe local que resolve problema em vez de criar.

Para mim, é isso que é implodir a caixa: parar de fazer do jeito que sempre foi feito só porque sempre foi assim, e descobrir que o jeito mais responsável pode ser também o mais inteligente.

Quem vem?

#implodethebox

Links interessantes:

Guia de sustentabilidade para o setor audiovisual - SICAV

Guia de Filmagens Sustentáveis - SPCine

Cinema Verde - Consultoria Sustentabilidade no Set

Set Sustentável - Consultoria de manejo de resíduos no Set

Ícones coloridos representando os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, incluindo erradicação da pobreza, fome zero, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, água potável e saneamento, energia limpa e acessível, trabalho decente e crescimento econômico, indústria, inovação e infraestrutura, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis, ação contra a mudança global do clima, vida na água, vida terrestre, paz, justiça e instituições eficazes, e parcerias e meios de implementação.
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