@implodethebox PTENES中文
implode the box
Novas ideias sobre os velhos (e novos) modelos do audiovisual publicitário
Mercado

Retomada do Audiovisual - com o que se preocupar?

Reflexões sobre a retomada audiovisual na pandemia: protocolos de segurança são essenciais, mas precisamos priorizar a saúde.

Publicado em 22 jul 2020 Atualizado em 9 out 2026 4 min de leitura
376 leituras 0 comentários
Ouça este textoVoz sintéticaNarração com voz sintética (Google)

>>Tá com pressa?

No post, eu compartilho minhas reflexões sobre a retomada da produção audiovisual durante a pandemia, destacando a importância dos protocolos de segurança estabelecidos para proteger a saúde dos trabalhadores do setor. Comentei sobre a flexibilização do isolamento social em São Paulo e a criação de um Protocolo de Retomada do Audiovisual, que prioriza a saúde dos profissionais, mas também expressei minha frustração com a ênfase excessiva em questões financeiras e de proteção legal, em detrimento da saúde e segurança das pessoas envolvidas. Mencionei a importância de discussões práticas e a troca de informações úteis, como as que ocorreram em uma live organizada pela SpCine, e como é crucial que as produtoras implementem estratégias que minimizem os riscos de contágio. Concluí pedindo que colegas do setor compartilhassem informações valiosas para que possamos garantir um retorno seguro e saudável ao trabalho.


Escrevi este texto em julho de 2020, quando o setor se preparava para voltar a filmar no meio da pandemia. Ele fica aqui como registro daquele momento.

Estou há meses dentro de casa refletindo sobre as novas opções de produção audiovisual no contexto da pandemia e da ausência, por ora, de uma vacina que torne o contato entre pessoas mais seguro.

Cheguei a escrever um texto no final de abril sobre como estava vendo a continuidade dos trabalhos e os riscos. Se quiser ler, esse texto foi repostado no blog do site, uma vez que a publicação original aconteceu na plataforma Medium.

Uma semana depois, o governo do estado de São Paulo anunciou que ia começar o processo de flexibilização do isolamento social e compartilhou um manual geral de processos que deviam ser seguidos para a retomada dos trabalhos. Além dessas recomendações, a autorização para retomada dos diversos setores só ia ser oficializada através da avaliação de protocolos elaborados pelas entidades de classe representantes de cada setor sobre como fariam para garantir a segurança e o controle máximo de riscos de contágio dos trabalhadores.

Dados sobre orientações, notícias e atualizações sobre a retomada no estado aparecem sempre no site do Plano São Paulo, se quiser consultar.

As entidades representativas de técnicos, artistas, produtoras, locadoras, entre outros, logo se uniram para começar a desenhar o Protocolo de Retomada do Audiovisual (compartilhado abaixo), que foi apresentado à prefeitura em meados de junho e aprovado para retomada do setor no começo desse mês.

Li esses (e outros) documentos e noto que o foco de preocupação desses protocolos é sempre a saúde dos trabalhadores e de qualquer pessoa que possa ter sua saúde colocada em risco por causa da atividade profissional que exercerá.

Além disso, todos os dias entidades e trabalhadores organizam lives para debater o protocolo, suas aplicações, seus desafios e consequências, o que considero ser essencial para a troca de ideias práticas, análise da sustentabilidade dos processos e disseminação de informações úteis.

Dentre todas as lives com que tive contato, destaco o webinar “Retomada de Filmagens em São Paulo: Equipamentos e Processos”, organizado pela SpCine, o único que vi de fato trazer uma troca de informações práticas e reflexões importantes para além do impacto no lucro das produções.

É exatamente isso que anda me frustrando em muitos desses debates. Apesar de ter entendido na primeira live que uma discussão sobre os impactos financeiros do Protocolo era essencial para o entendimento da aplicação do mesmo, a quantidade desses eventos que insiste em trazer empresas de seguros e advogados me faz ter dúvidas de que tipo de preocupação as produtoras realmente têm em relação ao protocolo.

A meu ver, excede-se a preocupação em como a empresa se isenta de responsabilidade pelo contágio de algum profissional e preocupa-se de menos em como minimizar as chances de contágio, o descarte adequado do volume de lixo gerado, as dificuldades peculiares de cada área de atuação do audiovisual na aplicação prática das recomendações e assim por diante.

Essa repetição de como uma empresa se protege no contexto da pandemia, em vez de como uma pessoa se protege, fala muito sobre como manejamos e somos manejados no mercado. Não nos esqueçamos de quem faz tudo acontecer: as pessoas.

Além disso, o Protocolo fala claramente em aplicação de testes de detecção da doença antes de entrar em set, questionário de triagem de saúde para equipe contratada e até assinatura de um termo de responsabilidade assumindo conhecimento sobre os riscos a que estamos nos colocando ao aumentar o contato com pessoas e voltarmos ao trabalho. Cita também o óbvio: uso de EPIs, frequência de higienização das mãos, objetos e ambientes, número reduzido de pessoas e distância segura o tempo todo.

Entendo a preocupação financeira dos empresários do audiovisual e compartilho dela, afinal estamos parados desde março e precisamos voltar a trabalhar para que a economia das instituições e das pessoas possa se recuperar o quanto antes, mas queria ouvir falar mais sobre de que forma as pessoas estão tendo sucessos e criando mecanismos para reunir essas pessoas sem de fato criar um foco de transmissão do vírus ou outro impacto de saúde e ambiente, apesar da necessidade econômica que é óbvia.

Volto a citar a live da SpCine, onde ouvi boas reflexões práticas sobre esses assuntos, além de ter tido contato com o diretor de produção freelancer Ian Haudenschild, que amavelmente compartilhou comigo sua pasta de protocolos de retomada do audiovisual em outros estados e países e os de setores específicos já disponíveis, como figurino, maquiagem e locação de equipamento. Juntei a pasta dele com a minha e, caso também queiram consultar, deixo disponível.

Por fim, espero que, além de ser uma fonte para as informações que tive sobre a retomada do audiovisual, também possa receber de vocês qualquer informação que não tenha contemplado até aqui para que possa posteriormente incluí-las e deixá-las disponíveis para que nossos colegas que começam a filmar também saibam com o que se preocupar.

Mais que sucesso, desejo saúde a todos, porque, com certeza, essa seria uma boa medida de sucesso nesse início de retomada. Pensem nisso.

Pesquisa abertaVocê trabalha com audiovisual publicitário? Responda o Raio-X da produção 2026.5 minutos, anônima, resultado aberto para todo mundo.Responder →

Comentários

Ainda não há comentários. Comece a conversa.

Deixe seu comentário

Leia também

Saiu texto novo, chega no seu e-mail

Você recebe cada texto assim que ele é publicado, com o resumo e o link. Sem spam, com cancelamento em um clique.